O transporte é um dos momentos mais estressantes da vida do animal, e o prejuízo dele não aparece no dia: aparece na queda de produção e nos dias que a vaca leva para se recuperar.
Antes de embarcar
- Documentação em ordemGTA e exigências sanitárias resolvidas com antecedência, nunca na véspera.
- Jejum orientadoAlguma restrição alimentar antes da viagem reduz sujeira e enjoo, mas jejum prolongado desidrata e enfraquece. A orientação deve ser do veterinário.
- Água até a hora de embarcarDesidratação é o principal problema de viagem longa.
- Separar por categoriaNão misturar animais de tamanhos muito diferentes, nem vacas prenhes adiantadas com o restante.
- Evitar horário quenteEmbarque e viagem no fresco reduzem muito o estresse.
O embarcadouro
- Piso antiderrapante e sem degrau alto.
- Laterais fechadas, para o animal não se distrair nem tentar sair.
- Rampa com inclinação suave.
- Sem pontas, pregos e frestas que machuquem.
- Iluminação: gado anda melhor do escuro para o claro, e trava diante de sombra forte.
Manejo racional na hora
Grito, cachorro solto, choque e pancada aumentam o estresse e o tempo do embarque. Trabalhar com calma, respeitando a zona de fuga e usando o ponto de equilíbrio do animal, costuma ser mais rápido do que forçar, além de evitar lesão.
Na chegada
- Água limpa disponível imediatamente.
- Volumoso de boa qualidade e ambiente tranquilo.
- Quarentena para animal que chega de fora, com observação e exames conforme orientação do veterinário.
- Observar por alguns dias sinais de pneumonia, claudicação e queda de consumo.
Na prática: registre data de chegada e produção nos primeiros dias de cada animal comprado. Isso mostra quanto tempo o seu manejo de chegada leva para a vaca atingir o potencial.