Escore corporal é o termômetro nutricional
É uma nota de 1 a 5 (com meios pontos) que avalia a quantidade de gordura subcutânea da vaca em pontos-chave do corpo. Vaca em escore certo produz, prende e dura. Em escore errado, qualquer um dos três fica comprometido.
Os pontos que se avalia
- Espinha dorsal (vértebras): visível, palpável, ou coberta?
- Costelas: visíveis individualmente, palpáveis com pressão, ou cobertas?
- Anca, base da cauda, ísquio: ossos salientes, arredondados ou cobertos?
- Garupa: côncava, plana ou convexa?
A escala 1 a 5
- 1,0: emaciada. Ossos extremamente proeminentes, sem gordura visível. Patológico.
- 2,0: magra. Costelas visíveis, anca afilada, ísquio salience.
- 2,5: abaixo do ideal. Costelas visíveis sob pressão, garupa côncava leve.
- 3,0: ideal pós-parto e pico. Costelas palpáveis, anca arredondada, ísquio coberto.
- 3,5: ideal pré-parto. Costelas só palpáveis com pressão.
- 4,0: gorda. Costelas só com pressão forte. Anca arredondada. Início de gordura na base da cauda.
- 5,0: obesa. Não se palpa costela. Depósito de gordura na garupa, na base da cauda, no peito.
Escore ideal por fase
- Parto: 3,25-3,5
- Pico (até 100 DEL): 2,75-3,0 (vaca perde peso normalmente nessa fase).
- Meio da lactação (100-200): 3,0-3,25
- Final (200+): 3,25-3,5
- Seca: manter 3,25-3,5 (não engordar nem emagrecer).
O que cada extremo causa
- Escore baixo (< 2,5): anestro pós-parto, baixa fertilidade, queda de produção, sistema imune comprometido.
- Escore alto (> 4): dificuldade de parto, retenção de placenta, cetose, hipocalcemia, fígado gordo, distocia.
Frequência
Avalie escore em três momentos críticos: secagem, parto e 60 DEL. Anote no controle. Vaca em escore errado é alvo de manejo.