Mão de obra é o gargalo do leite
Fazenda leiteira não para. Domingo, feriado, Natal — vaca tem que ser ordenhada. Resultado: funcionário cansa, briga em casa, pede demissão. Quem perde funcionário toda safra perde produção — porque vaca estranha mão nova.
Estrutura de escala que funciona
Pra uma fazenda com 50-100 vacas e duas ordenhas/dia:
- 2 ordenhadores fixos + 1 ajudante geral (cuida de bezerro, piquete, alimentação).
- Escala 5x1 ou 6x1: cada funcionário tira 1 folga por semana. Aos domingos, escala revezada — um descansa, outro trabalha.
- Plantão de feriado: negociar antes, com adicional ou folga compensatória. Não improvisar.
- Treinamento cruzado: todo mundo sabe fazer tudo. Se um falta, outro cobre sem desespero.
O que pesa pra fixar funcionário
- Pagamento em dia. Sempre. É inegociável.
- Casa boa pra quem mora na fazenda (banheiro funcionando, energia, geladeira).
- Equipamento que não quebra toda semana (ordenhar com máquina ruim cansa o dobro).
- Bonificação por qualidade: parte do salário atrelada a CCS ou produção.
- Folga REAL na folga — não chamar pra "uma coisinha rápida".
Documentação
Carteira assinada com função descrita ("operador de ordenha"), férias pagas, FGTS em dia, INSS recolhido. Sai mais caro? Sai. Mas processo trabalhista sai infinitamente mais. E o bom funcionário não fica em fazenda informal.
Como referência: 1 funcionário consegue ordenhar 40-60 vacas em sala balde-ao-pé e até 100-150 em sala espinha de peixe. Acima disso, falta gente.