Cio que passa batido é dinheiro perdido
Numa fazenda que usa inseminação, a detecção de cio é o gargalo mais comum: a vaca entra no cio, ninguém vê, e lá se vão 21 dias até a próxima chance. Melhorar a detecção é, muitas vezes, a forma mais barata de aumentar a taxa de prenhez. Existem vários métodos, e o segredo é combinar.
Observação visual
- O sinal mais confiável é a vaca que aceita ser montada e fica parada (cio "de aceitação").
- Sinais secundários: monta em outras, inquietação, muco, vulva inchada, queda de leite (veja nosso post sobre os 7 sinais de cio).
- Observe 2-3 vezes ao dia, por 20-30 minutos, em horários calmos (início da manhã e fim de tarde), fora da hora da comida.
Ferramentas de auxílio
- Giz/tinta na garupa: passa-se giz no lombo; quando outra vaca monta, o giz borra, sinal de que ela está em cio (aceitou monta).
- Adesivo detector de monta: um selo que muda de cor quando pressionado pela monta. Prático e barato.
- Rufião (touro vasectomizado/marcador) pra apontar as vacas em cio.
Tecnologia
- Pedômetro/colar de atividade: mede o aumento de passos/atividade da vaca em cio e avisa no celular. Reduz a dependência do olho humano (veja nosso post sobre sensores e coleiras).
- Bom pra rebanhos maiores ou onde falta gente pra observar.
IATF: fugir da detecção
A IATF (inseminação em tempo fixo) resolve o problema por outro caminho: sincroniza as vacas com hormônios e insemina todas num dia marcado, sem precisar detectar cio. É a saída de muitos rebanhos onde a detecção é o gargalo.
Detecção de cio ruim é a maior causa escondida de baixa prenhez. Combine observação atenta (2-3 vezes ao dia, no cio de aceitação) com auxílios baratos (giz, adesivo) e, se fizer sentido, tecnologia (pedômetro). E onde detectar é o gargalo, a IATF resolve inseminando sem depender do olho. Cada cio flagrado é uma chance de prenhez que você não perde.