Existe uma janela entre o parto e a primeira inseminação em que o útero precisa eliminar resíduos, involuir e se recuperar. Vaca que chega à inseminação com esse processo incompleto não emprenha, por melhor que seja o sêmen.
O que se avalia
O exame pós-parto verifica o conteúdo uterino, a presença de secreção anormal, o tamanho e o tônus do útero. A partir disso, o veterinário classifica a situação e define a conduta.
A secreção é um indicador acessível: secreção com odor forte, cor alterada ou presença de pus aponta infecção. Mas parte relevante dos problemas não produz secreção visível, o que é justamente o motivo de existir o exame.
| Achado | Interpretação | Conduta usual |
|---|---|---|
| Secreção clara, sem odor | Involução normal | Acompanhar |
| Secreção com pus | Infecção uterina | Tratamento |
| Secreção com odor forte e febre | Metrite | Urgência |
| Útero grande e flácido | Involução atrasada | Acompanhar de perto |
| Sem secreção, mas repete cio | Possível endometrite subclínica | Exame específico |
Quem deve ser avaliada com prioridade
Vacas com parto difícil, com retenção de placenta, com gestação gemelar, com natimorto, com histórico de problema uterino e vacas que perderam muito escore corporal. Esse grupo concentra a maior parte dos casos.
Em fazendas organizadas, o exame pós-parto vira rotina em toda vaca fresca, aproveitando a visita periódica do veterinário.