Em muitas regiões do Sul e do Sudeste, o javali e o javaporco já são um dos principais estragos no milho de silagem. Uma vara entra à noite, derruba linhas inteiras e come espiga em fase de grão leitoso, exatamente quando o produtor esperava colher.
Onde dói na fazenda de leite
A silagem é a reserva de inverno. Perder parte do talhão significa comprar volumoso ou reduzir o rebanho. O animal também revira pasto e várzea atrás de raiz e minhoca, deixando o chão em torrões que a roçadeira não passa.
| Fase do milho | Estrago típico | Consequência |
|---|---|---|
| Semente recém-plantada | Fuçam a linha e comem a semente | Falha de estande |
| Grão leitoso a pastoso | Derrubam plantas e comem espiga | Menos massa e menos amido |
| Planta tombada | Colheita com terra | Silagem contaminada |
O que dá para fazer
Cerca elétrica com fios baixos em volta do talhão, ligada desde o plantio, é a proteção mais usada em área pequena. Plantar o milho de silagem longe da mata, quando possível, reduz a pressão. Vigilância nas semanas de grão leitoso ajuda a antecipar a colheita se a invasão começar.
O controle tem regra
O javali é espécie exótica invasora e o controle é permitido no Brasil, mas exige cadastro e autorização junto ao Ibama e registro das atividades, além das regras de posse de arma quando for o caso. Muitos municípios e sindicatos rurais têm grupos de controle cadastrados. Informe-se no órgão antes de qualquer ação, porque as exigências mudam.