O Girolando é a referência quando se pensa em cruzamento leiteiro tropical no Brasil. Mas existe outra combinação que vem ganhando espaço em algumas regiões: o cruzamento de Jersey com Gir, chamado de Jersolando.
O que cada lado leva
O Jersey contribui com leite de alto teor de gordura e proteína, porte menor, boa eficiência e boa fertilidade. O Gir leva tolerância ao calor, resistência a parasitas, rusticidade e adaptação a sistemas a pasto.
O resultado tende a ser uma vaca de porte médio a pequeno, com leite concentrado em sólidos e boa adaptação ao clima quente, em sistemas onde a vaca precisa caminhar e pastejar.
| Característica | Jersolando | Girolando |
|---|---|---|
| Porte | Menor | Médio a grande |
| Sólidos no leite | Mais alto | Intermediário |
| Volume de leite | Menor | Maior |
| Tolerância ao calor | Boa | Boa |
| Mercado de animais | Menor, mais regional | Amplo |
| Avaliação genética disponível | Menos consolidada | Consolidada |
Onde faz sentido
Em fazendas com contrato que bonifica gordura e proteína, em sistema a pasto e em região quente. Nesse cenário, leite concentrado com vaca menor e mais eficiente pode render mais por hectare do que volume com vaca grande.
Onde o pagamento é basicamente por volume, a conta tende a favorecer cruzamentos de maior produção.
Cuidados
O mesmo que vale para qualquer cruzamento: a F1 é a mais uniforme, e as gerações seguintes exigem um plano de acasalamento, senão o rebanho se desorganiza. E como a oferta de touros avaliados é menor, a escolha exige mais cautela.