A pergunta que muda o controle
Todo mundo conhece a mastite — mas poucos param pra perguntar de onde ela vem. E essa resposta muda tudo: existe a mastite contagiosa (que passa de vaca pra vaca) e a ambiental (que vem da sujeira). Combater uma como se fosse a outra é gastar energia no lugar errado. Identificar a origem é o primeiro passo pra baixar a CCS e parar de perder leite.
Mastite contagiosa
- Onde vive: dentro do úbere infectado — a vaca doente é o reservatório.
- Como passa: na ordenha, de vaca pra vaca — pelas teteiras, mãos, pano de limpeza usado em várias vacas.
- Agentes clássicos: Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, micoplasma.
- Perfil: costuma ser mais subclínica (CCS alta, sem sinal visível) e crônica.
Mastite ambiental
- Onde vive: no ambiente — cama, esterco, barro, água suja.
- Como pega: o teto contamina no ambiente sujo entre ordenhas (cama molhada, curral enlameado).
- Agentes clássicos: E. coli, Streptococcus ambientais, etc.
- Perfil: mais clínica e aguda (úbere inchado, leite alterado), muitas vezes casos isolados.
Como cortar cada uma
- Contagiosa (foco na ordenha): pós-dipping em toda ordenha, teteiras em bom estado, ordenhar as infectadas por último, papel-toalha individual, luvas, e identificar/descartar as crônicas incuráveis. Tratamento de vaca seca ajuda.
- Ambiental (foco no ambiente): cama seca e limpa, curral sem lama, pré-dipping e tetos secos antes de acoplar, boas práticas de higiene na ordenha.
- Cultura do leite (identificar o agente) direciona a estratégia certa.
Mastite contagiosa se combate na ordenha (pós-dipping, ordem de ordenha, descarte de crônicas); a ambiental se combate no ambiente (cama e curral secos, pré-dipping). A cultura do leite diz qual você tem. Sem saber a origem, você trata sintoma e a CCS não cede. Registrar casos e CCS por vaca revela o padrão.