A mastite que aparece no balde assusta. A que não aparece é a que quebra a fazenda, porque atinge muito mais animais e ninguém trata.
A diferença de escala
Na forma clínica existe sinal visível: grumo no leite, úbere inchado, dor. Na subclínica, o leite parece normal e a vaca parece bem. A infecção está lá, o tecido está inflamado e a produção está caindo, mas nada disso é perceptível a olho nu.
Em rebanhos com problema de qualidade, é comum que para cada caso clínico existam vários casos subclínicos. É essa proporção que inverte a conta.
Por onde o dinheiro escapa
- Queda de produção contínua, distribuída por muitos animais.
- CCS alta no tanque, derrubando faixa de bonificação todo mês.
- Perda de sólidos, com alteração da composição do leite.
- Reservatório de infecção, mantendo o agente circulando no rebanho.
- Descarte precoce de vacas que nunca se recuperam.
Como encontrar o que não se vê
- CCS individualÉ a ferramenta principal. Vaca com contagem alta em controles seguidos é suspeita, mesmo com leite de aparência normal.
- CMTO teste da raquete identifica quartos com inflamação diretamente no curral.
- CulturaIdentifica o agente e separa problema contagioso de problema ambiental.
- HistóricoCruzar CCS com casos clínicos revela as crônicas.
Por que tratar na lactação nem sempre é o caminho
Tratar caso subclínico durante a lactação tem taxa de cura menor e custo alto, entre antibiótico e leite descartado. Por isso a estratégia mais comum, definida com o veterinário, é concentrar o tratamento na secagem, quando a chance de cura é bem maior e não há leite a descartar.