É um dos erros mais caros da fazenda de leite e um dos mais fáceis de cometer: o leite de uma vaca em tratamento entra no tanque. O prejuízo não é o balde, é a carga inteira, e às vezes a de outros produtores da mesma rota.
Por que acontece
Quase nunca por má-fé. Acontece porque a informação não chega a quem está ordenhando: quem tratou não avisou, a marcação saiu, o funcionário do dia de folga não sabia, ou ninguém lembrava a data em que a carência terminava.
É problema de sistema, não de pessoa. E problema de sistema se resolve com sistema.
As cinco barreiras
| Barreira | Como funciona |
|---|---|
| 1. Marcação visível no animal | Fita na perna, colar colorido ou tinta. Precisa ser vista de longe, sem consultar nada |
| 2. Registro com data de liberação | Não anote só "tratada". Anote o dia em que o leite volta a poder ir para o tanque |
| 3. Quadro no curral | Lista visível de quem está em carência, atualizada |
| 4. Ordenhar por último | A vaca tratada sai da rotina normal e é ordenhada separada |
| 5. Conferência antes de despejar | Ninguém despeja balde sem olhar o quadro |
Se acontecer
- Avise o laticínio imediatamenteAntes de a carga sair, se ainda der tempo. Assumir custa menos que ser descoberto.
- Não despeje o tanque sem orientaçãoCombine com a indústria o procedimento.
- Descubra onde a barreira falhouNão é para culpar alguém, é para consertar o processo.
- Registre o episódioEle vai explicar qualquer análise fora do padrão naquele período.