Registrar o nascimento da bezerra é comum. Registrar quem é o pai, bem menos. E é justamente a informação do pai que permite tomar as decisões genéticas mais importantes da fazenda.
O que se perde sem o pai
Controle de consanguinidade. Sem saber o pai, você não sabe se está acasalando a novilha com um touro aparentado. Consanguinidade reduz fertilidade e sobrevivência de forma silenciosa.
Avaliação do touro. Você comprou sêmen de vários touros. Quais filhas produzem melhor? Sem paternidade anotada, essa pergunta não tem resposta, e você continua comprando no escuro.
Genes recessivos. Alguns defeitos genéticos só aparecem quando pai e mãe carregam o mesmo gene. Sem conhecer a genealogia, é impossível evitar a combinação.
Valor do animal. Novilha com genealogia conhecida vale mais na venda.
| Decisão | Com paternidade | Sem paternidade |
|---|---|---|
| Evitar consanguinidade | Possível | Às cegas |
| Saber qual touro deu certo | Comparando filhas | Impossível |
| Evitar recessivos | Possível | Sorte |
| Plano de acasalamento | Baseado em fato | Baseado em aparência |
| Venda da novilha | Valoriza | Vale menos |
O que registrar
Para cada inseminação ou cobertura: data, identificação da vaca e identificação do touro, com o código do sêmen. Quando a bezerra nascer, a paternidade já está ligada à gestação.
Se a fazenda usa touro em monta, anote a data de entrada e saída do touro em cada lote, para pelo menos saber qual touro pode ser o pai.