Entre os agentes de mastite, este é o que traz a melhor notícia: ele é contagioso, eleva muito a CCS do tanque, mas vive praticamente apenas dentro da glândula mamária e responde bem ao antibiótico. Combinando as duas coisas, é possível eliminá-lo do rebanho.
Por que a erradicação é viável
Como ele não tem reservatório relevante fora do úbere, se todas as vacas infectadas forem tratadas com sucesso e a transmissão for bloqueada, o agente não tem de onde voltar. Isso é diferente de agentes ambientais, que vivem na cama e no barro.
A taxa de cura costuma ser alta, o que torna o tratamento em lactação uma estratégia viável, sempre com orientação veterinária.
| Strep. agalactiae | Staph. aureus | |
|---|---|---|
| Onde vive | Quase só no úbere | Úbere e pele |
| Resposta ao tratamento | Alta | Baixa em crônicas |
| Efeito na CCS do tanque | Muito alto | Alto |
| Erradicação | Possível | Difícil |
| Reintrodução | Por animal comprado | Por animal comprado |
O efeito no tanque
Como este agente produz contagens muito altas, uma única vaca infectada pode puxar a CCS do tanque inteiro. Por isso, em rebanhos com CCS alta sem explicação, vale investigar a presença dele especificamente.
O retorno costuma ser rápido: eliminando as poucas vacas que carregam o agente, a CCS do tanque cai de forma visível, e a bonificação responde no mês seguinte.