O que fazer com as vacas que não pegaram
Você fez a IATF, diagnosticou a gestação — e sobrou um grupo de vacas que não emprenhou. O que fazer com elas? Uma estratégia clássica e eficiente é o touro de repasse (ou "rufião"/touro de limpeza): soltar um touro pra cobrir as vacas que retornaram, "fechando" a estação reprodutiva sem deixar vaca vazia. Bem usado, aumenta a taxa de prenhez final do rebanho.
Como funciona o repasse
- Após a IATF (e o diagnóstico das vazias), solta-se o touro com as vacas que não emprenharam.
- O touro cobre as que voltam a dar cio nos ciclos seguintes — naturalmente.
- Combina o melhor dos dois mundos: genética da IA nas primeiras + aproveitamento das repetidoras pelo touro.
- Ao fim da estação, a prenhez total fica bem maior do que só com IA.
Cuidados com o touro de repasse
- Exame andrológico: touro de repasse subfértil estraga tudo — avalie antes (veja nosso post sobre exame andrológico).
- Relação touro:vaca adequada (em geral 1 touro pra ~25-40 vacas, conforme idade/condição e área) — touro demandado demais não dá conta.
- Sanidade reprodutiva: teste o touro pra doenças de transmissão sexual (tricomonose, campilobacteriose) — touro contaminado dissemina infertilidade e aborto.
- Genética conhecida: a cria do repasse também fica no rebanho — escolha um touro de qualidade.
- Aprumos e libido bons (tem que andar e cobrir).
Por que vale a pena
- Aumenta a prenhez final sem deixar vaca vazia (vaca vazia é prejuízo certo).
- Aproveita as repetidoras dentro da mesma estação.
- Reduz a necessidade de várias rodadas de IATF nas mesmas vacas.
O repasse é a forma esperta de não deixar vaca vazia depois da IATF: genética boa nas primeiras coberturas e o touro "limpando" as repetidoras. Mas só funciona com touro fértil (andrológico), sadio (sem doença venérea) e na relação touro:vaca certa. Registrar quais vacas foram pra IA e quais pro repasse mantém o controle da paternidade e da prenhez.