Toda fazenda perde animal. O que se faz com o corpo depois decide se a perda para ali ou se vira o começo de outro problema: botulismo, carbúnculo, contaminação de água e cachorro carregando pedaço para o curral.
Antes de mexer
Morte súbita, sangue escorrendo por orifícios, animal inchado muito rápido ou várias mortes seguidas pedem veterinário antes de enterrar ou abrir o corpo. Algumas doenças, como o carbúnculo, se espalham justamente quando a carcaça é aberta. Em caso de suspeita de doença de notificação, comunique a defesa agropecuária do estado.
| Destino | Vantagem | Cuidado |
|---|---|---|
| Enterrio em vala | Simples, na propriedade | Longe de água e poço, cobertura com cal e terra |
| Compostagem de carcaça | Vira adubo, sem vala | Exige material seco e manejo correto |
| Recolhimento por empresa | Sai da propriedade | Nem toda região tem |
| Largar no pasto | Nenhuma | Botulismo, cachorro, urubu, água |
Queima a céu aberto costuma ser restrita pela legislação ambiental e raramente consome o corpo inteiro. Confira as regras do seu estado e do município.
Por que não deixar no pasto
Osso e carne em decomposição são a origem clássica do botulismo em gado com falta de fósforo, que rói osso. O urubu e o cachorro espalham pedaços. A chuva leva o que escorre para açude e rio.
Registre a morte
Anote data, animal, causa provável e o que foi feito. Isso mostra padrões, como mortes concentradas num piquete ou numa época, e serve para seguro e inventário.