A importação de lácteos do Brasil tem endereço bem definido. Em 2026, a Argentina respondeu por 66,34% das compras externas e o Uruguai por 23,02%. Juntos, os dois somam 89,37% de tudo que entrou no país.
A concentração explica a discussão sobre dumping
Quando quase 90% do produto importado vem de dois países do mesmo bloco, a política comercial deixa de ser assunto abstrato. Foi essa concentração que sustentou a investigação sobre prática de dumping no leite em pó desses dois países, episódio em que o governo reconheceu a prática e suspendeu a tarifa.
| Origem | Participação | Contexto |
|---|---|---|
| Argentina | 66,34% | Maior fornecedor, com custo de produção competitivo |
| Uruguai | 23,02% | Produção fortemente voltada à exportação |
| Os dois juntos | 89,37% | Praticamente todo o volume importado |
| Demais origens | 10,63% | Fatia pequena e pulverizada |
Por que dentro do Mercosul é mais difícil de barrar
Produto que circula dentro do bloco tem tratamento tarifário diferenciado, o que limita o uso de barreiras comerciais tradicionais. Por isso a discussão do setor se concentra em outras frentes: investigação de dumping, exigência de rotulagem clara e fiscalização de conformidade.
Para o produtor, o efeito prático é que a proteção comercial é lenta e incerta, enquanto o produto continua entrando mês a mês.
Origem das importações brasileiras de lácteos em 2026, conforme dados de balança comercial analisados pelo MilkPoint.