O que torna a rastreabilidade individual diferente das exigências anteriores não é o brinco. É a base de dados. Pela primeira vez o país terá um registro nacional capaz de dizer, para um animal específico, onde ele nasceu e por onde passou.
O que a base registra
A identificação do animal, a propriedade de origem, e as movimentações declaradas ao longo da vida. Os sistemas estaduais de defesa agropecuária se conectam a essa base, de modo que a informação deixa de ficar isolada em cada estado.
É isso que permite, em caso de suspeita sanitária, cercar rapidamente quais animais tiveram contato e onde estão, em vez de bloquear regiões inteiras por precaução.
| Situação | Sem rastreabilidade individual | Com rastreabilidade |
|---|---|---|
| Suspeita sanitária | Bloqueio amplo por precaução | Cerco aos animais de contato |
| Mercado externo | Barreira em mercados exigentes | Acesso ampliado |
| Roubo de gado | Difícil comprovar origem | Rastro documentado |
| Prova de origem | Depende de documento em papel | Registro na base |
| Dados do produtor | Ficam com ele | Compartilhados com a defesa |
As preocupações legítimas
Custo e trabalho, principalmente para pequenos rebanhos. Cada identificador tem preço, e a rotina de registrar nascimento, morte e movimentação consome tempo de quem já é sobrecarregado.
Há também a questão dos dados: informação de rebanho passa a circular fora da propriedade. É um ponto que o setor tem levantado e que merece acompanhamento sobre quem acessa o quê.
Documentos e apresentações do PNIB, Ministério da Agricultura e Pecuária, e análises técnicas sobre o plano.