Toda fazenda leiteira produz esterco. A diferença entre ele ser custo ou receita está no processo, e compostar não é o mesmo que empilhar.
Por que compostar
- Reduz volume e peso, barateando o transporte até a lavoura.
- Elimina boa parte de patógeno e de semente de invasora pelo calor do processo.
- Estabiliza o nutriente, reduzindo perda e mau cheiro.
- Gera um material de manejo muito mais fácil que esterco fresco.
Como montar
- Equilibrar carbono e nitrogênioEsterco sozinho é muito nitrogenado. Misture material rico em carbono, como palha, maravalha, bagaço ou capim seco.
- Acertar a umidadeO teste da mão: apertando o material, ele deve umedecer a palma sem escorrer água. Seco demais para o processo, encharcado apodrece.
- Montar a leiraEm local de piso firme, protegido de enxurrada, com altura e largura que permitam revolver.
- RevolverO revolvimento arejamento a massa e reativa a fermentação. É o que separa composto de monte de esterco.
- Acompanhar a temperaturaA leira esquenta bastante nos primeiros dias. Queda de temperatura indica hora de revolver ou de que o processo está terminando.
Como saber que está pronto
- Não aquece mais depois do revolvimento.
- Cor escura e uniforme, com aspecto de terra.
- Cheiro de mato, e não de amônia ou de esterco.
- Não é mais possível reconhecer o material original.
Cuidados ambientais
A leira precisa ficar longe de curso d'água e de poço, em local que não gere escorrimento para nascente. A destinação de dejeto é assunto de licenciamento ambiental, e vale confirmar as exigências do seu estado.
Na prática: registre quanto composto foi produzido e onde foi aplicado. Isso permite descontar o valor de adubo comprado e mostrar que o dejeto virou economia.