Falar que a fazenda é sustentável não vale nada sem método. É esse o buraco que os novos protocolos tentam fechar.
O que são
A Embrapa publicou protocolos que estabelecem práticas de baixo carbono na produção de leite. Eles organizam o que deve ser feito e, principalmente, como comprovar que foi feito.
Sem protocolo, cada laticínio, cooperativa ou comprador mede de um jeito, e o produtor precisa provar a mesma coisa várias vezes, de formas diferentes.
Por que método importa mais que boa intenção
- Comparabilidade: permite comparar fazendas e medir evolução ao longo do tempo.
- Auditoria: programa que paga por prática precisa de algo verificável.
- Acesso a mercado: comprador internacional exige comprovação, não declaração.
- Justiça com quem já faz: muita fazenda brasileira já adota prática de baixo carbono e nunca recebeu nada por isso, porque não conseguia comprovar.
As práticas que costumam entrar
- Aumento de produtividade por animalMais leite por vaca dilui a emissão em mais litros. É o item de maior efeito.
- Manejo de pastagemPasto bem manejado sequestra carbono no solo e sustenta mais animal por hectare.
- Sistemas com árvoresSombra melhora o conforto e ainda entra na conta de carbono.
- Manejo de dejetosEsterco tratado vira adubo e reduz emissão em vez de virar problema.
- Eficiência reprodutivaMenos animais improdutivos no rebanho, menos emissão por litro.
Como se preparar sem gastar
A porta de entrada de qualquer protocolo é registro: quantos animais, quanto produzem, o que comem, quanto se gasta e o que se aplica na terra. Fazenda que já anota isso consegue entrar em programa quando ele aparecer. Fazenda que não anota precisa de meses só para começar a medir.