Existe uma prática que já está em muita fazenda, custa pouco e reduz emissão sem exigir tecnologia nova. Estudos técnicos apontam que a IATF pode reduzir em até 37% a pegada de carbono por litro de leite.
Por que a reprodução mexe no carbono
A conta de emissão no leite é feita por litro produzido, não por animal. Então tudo que faz o rebanho produzir mais com o mesmo número de bocas melhora o indicador. E reprodução é o que mais mexe nisso:
- Vaca que emprenha na hora certa passa menos tempo em final de lactação, período em que produz pouco e emite igual.
- Menos dias em aberto significa mais partos ao longo da vida e mais leite por animal mantido.
- Menos vacas vazias significa menos animais improdutivos comendo e emitindo dentro do rebanho.
- Mais bezerras nascidas melhoram a reposição e permitem descarte mais criterioso.
A conta do carbono no leite é, antes de tudo, uma conta de eficiência.
O princípio por trás dos estudos de pegada por litroO que a IATF resolve na prática
A inseminação em tempo fixo elimina a dependência da observação de cio, que é justamente onde a maior parte das fazendas perde eficiência reprodutiva. Com protocolo, a vaca é inseminada em data programada, o serviço fica concentrado e o intervalo entre partos encurta.
Antes de adotar
- Condição corporal em diaProtocolo não resolve vaca em balanço energético negativo forte. Nutrição vem antes.
- Sanidade uterinaVaca com metrite não responde bem. O pós-parto precisa estar controlado.
- Registro das datasProtocolo é calendário. Sem anotar, a aplicação sai fora da hora e o resultado despenca.
- Avaliação econômicaSome hormônio, sêmen, mão de obra e compare com a taxa de prenhez que você tem hoje.
Estudos técnicos citados em análise sobre redução de metano na produção leiteira publicada por MilkPoint.