Leite que não pode ir para o tanque costuma acabar no balde da bezerra. Faz sentido em muitos casos, mas exige cuidados que quase ninguém toma.
De onde vem esse leite
- Vaca em carência de antibiótico.
- Leite com alteração visível, de vaca com mastite clínica.
- Leite de vaca recém-parida, ainda fora do padrão para o tanque.
- Sobras de colostro além da primeira mamada.
Os riscos de fornecer sem tratamento
- Transmitir doençaLeite de vaca infectada pode carregar agentes que se espalham no bezerreiro, incluindo os de mastite contagiosa e outras enfermidades transmissíveis pelo leite.
- Resíduo de antibióticoBezerro que consome leite com resíduo pode ter a microbiota alterada, e o uso repetido contribui para resistência bacteriana.
- Qualidade instávelLeite de mastite tem composição alterada e valor nutricional menor.
- Contaminação por manipulaçãoLeite armazenado morno e em balde sujo multiplica bactéria rapidamente.
A pasteurização
Pasteurizar reduz muito a carga microbiana e é a prática recomendada quando se opta por usar leite de descarte. Mas atenção a dois pontos:
- Ela reduz agente infeccioso, mas não elimina resíduo de antibiótico.
- Exige equipamento adequado, controle de temperatura e tempo, além de resfriamento rápido depois. Improviso em panela não é pasteurização.
A decisão prática
A conduta deve ser definida com o veterinário, considerando o perfil sanitário do rebanho. Em muitas fazendas, o caminho seguro é usar leite de vaca em carência, pasteurizado, e descartar o leite de vaca com mastite clínica ou doença transmissível conhecida.