Se você marcar em um calendário quando os casos de mastite acontecem, vai encontrar uma concentração clara nas primeiras semanas após o parto. Não é coincidência.
Por que a vaca fica vulnerável
- Imunidade deprimida: o parto e o início da lactação derrubam a resposta imune.
- Balanço energético negativo: a vaca mobiliza reserva corporal e isso enfraquece a defesa.
- Canal do teto aberto: a rolha de queratina se desfaz perto do parto e o canal fica permeável.
- Edema de úbere: inchaço e pressão dificultam o esvaziamento completo.
- Ambiente: maternidade costuma ser o local mais sujo e mais úmido da fazenda.
- Hipocalcemia subclínica: reduz a força do esfíncter do teto, facilitando a entrada de bactéria.
Onde agir
- Maternidade limpa e secaÉ o ponto de maior impacto. Cama trocada com frequência e área não superlotada.
- Transição bem feitaDieta pré-parto adequada reduz hipocalcemia e sustenta a imunidade.
- Terapia de vaca seca e selanteDefinidos com o veterinário, protegem o período de maior risco.
- Ordenhar cedo após o partoRetirar o colostro logo reduz pressão e ajuda o úbere.
- Vigiar as frescasTeste da caneca em todas, todos os dias, nas primeiras semanas.
- Ordenhar as recém-paridas em ordem correta, com atenção redobrada à higiene.
O erro comum
Tratar a maternidade como área de menor importância, com cama velha e pouca limpeza, porque a vaca fica ali poucos dias. São justamente os dias mais críticos da lactação inteira.
Na prática: registre a data do parto e os casos de mastite por vaca. Se a maioria acontece nos primeiros 15 dias, o problema está na transição e na maternidade, não na sala de ordenha.