De todos os agentes de mastite, o Staphylococcus aureus é o que mais frustra o produtor. Ele eleva a CCS, raramente causa sintoma dramático, responde mal ao antibiótico em vaca adulta e se espalha silenciosamente durante a ordenha.
Por que ele é tão difícil
A bactéria se instala profundamente no tecido do úbere e forma pequenos focos que o antibiótico tem dificuldade de alcançar. Por isso a taxa de cura em vaca adulta, com lactação avançada e infecção antiga, costuma ser baixa.
E ele é contagioso: vive no úbere infectado e passa para o próximo úbere pelas teteiras, pelas mãos e pelo pano. Não é uma bactéria do ambiente, é uma bactéria que circula na sua sala de ordenha.
| Característica | Staphylococcus aureus |
|---|---|
| Origem | Vaca infectada, contagiosa |
| Sinal clínico | Muitas vezes subclínica |
| Efeito na CCS | Aumento persistente |
| Cura com antibiótico | Baixa em vaca adulta e crônica |
| Melhor momento de tratar | Na secagem e em animais jovens |
| Controle principal | Cortar a transmissão na ordenha |
O plano de controle
Identificar quem está infectado. CCS individual e cultura do leite mostram quais vacas carregam o agente.
Ordenhar por último. As positivas ordenham depois de todas as outras, sempre.
Cortar a transmissão. Luva, papel individual, desinfecção da teteira entre vacas positivas, pós-dipping bem feito.
Tratar onde há chance. Novilhas e vacas com infecção recente respondem melhor. Na secagem, a chance de cura é maior que em lactação.
Descartar as crônicas. Vaca que já falhou em tratamentos e mantém CCS alta é fonte permanente. Mantê-la custa mais do que ela produz.