O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 foi lançado com R$ 97,3 bilhões, dos quais R$ 85,2 bilhões para o Pronaf, alta de quase 9% em relação à safra anterior. Para quem produz leite, a mudança mais direta foi a taxa: operações voltadas a alimentos da cesta básica, o leite incluído, passaram a 2% ao ano, ante 3% na safra passada.
O que mudou
A redução de juros valeu para um conjunto de alimentos considerados estratégicos: arroz, feijão, leite, mandioca, frutas, hortaliças, ovos, pescado, caprinos e ovinos. Sistemas agroecológicos e produção orgânica ficaram com condição ainda melhor, a 1% ao ano.
O plano também trouxe medidas para ampliar o acesso de mulheres, jovens rurais e famílias assentadas às linhas do Pronaf.
| Item | Safra 26/27 |
|---|---|
| Total do plano | R$ 97,3 bilhões |
| Pronaf | R$ 85,2 bilhões, alta de quase 9% |
| Juros para leite e cesta básica | 2% ao ano (era 3%) |
| Juros para agroecologia e orgânico | 1% ao ano (era 2%) |
| Público prioritário | Mulheres, jovens e assentados |
Como usar bem
As linhas de custeio fazem sentido para itens que giram dentro da safra: concentrado, insumo de silagem, adubo. As de investimento fazem sentido para o que baixa custo por litro de forma permanente: silo, estrutura de ordenha, resfriador, recuperação de pasto.
O que raramente compensa é usar crédito barato para cobrir buraco de caixa recorrente. Nesse caso o problema não é falta de dinheiro, é custo acima da receita, e o financiamento só adia.
Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), julho de 2026.