Na hora de comprar mineral, aparece a opção com minerais quelatados, ou orgânicos, a um preço maior. A promessa é melhor aproveitamento. A pergunta que o produtor precisa responder é se esse aproveitamento maior vira resultado suficiente para pagar a diferença.
A diferença entre as formas
Na forma inorgânica, o mineral está em sais simples, que são baratos e eficientes na maioria das situações. Parte deles, porém, pode se ligar a outros componentes da dieta no trato digestivo e deixar de ser absorvida.
Na forma quelatada, o mineral está ligado a moléculas orgânicas que tendem a protegê-lo dessas interações, aumentando a absorção. Isso vale principalmente para microminerais, como zinco, cobre, manganês e selênio.
| Situação | Quelatado tende a compensar? |
|---|---|
| Vacas de alta produção | Mais provável |
| Período de transição | Mais provável |
| Problema recorrente de casco | Pode ajudar, como parte do plano |
| Dieta com antagonistas (excesso de ferro, enxofre) | Mais provável |
| Rebanho sem problema aparente | Retorno incerto |
| Mineral básico mal fornecido | Resolva o fornecimento primeiro |
O que resolver antes
Consumo correto de mineral. Muito rebanho tem problema de deficiência por cocho vazio, mineral molhado ou fornecimento irregular, e não pela forma química do produto. Trocar para quelatado sem resolver isso é gastar mais para continuar com o mesmo problema.
Formulação adequada à categoria. Vaca seca, vaca em lactação e novilha têm exigências diferentes.