O bezerro macho de rebanho leiteiro é a decisão mais tomada por hábito na fazenda. Uns vendem sempre, outros criam sempre, e quase ninguém refaz a conta quando o preço da arroba ou do leite muda.
As três alternativas
Vender ao nascer. Entra pouco dinheiro, mas entra rápido, sem consumir leite, mão de obra nem espaço. Libera estrutura para a bezerra, que é o que realmente reproduz o rebanho.
Criar até a desmama ou além. Pode valer quando você tem sobra de estrutura, volumoso barato e mercado local que paga bem pelo animal desmamado.
Cruzamento com raça de corte nas vacas que não vão gerar reposição. Muda o produto: o bezerro cruzado vale mais e a decisão de criar ou vender fica bem menos apertada.
| Entra na conta | Vender ao nascer | Criar |
|---|---|---|
| Leite consumido | Nenhum | Custo real, mesmo sendo leite da fazenda |
| Mão de obra | Nenhuma | Diária, por meses |
| Espaço no bezerreiro | Livre para as fêmeas | Disputa com a reposição |
| Risco de mortalidade | Do comprador | Seu |
| Retorno | Baixo e imediato | Maior e demorado |
| Capital parado | Nenhum | Meses até vender |
Como decidir na sua fazenda
Levante quatro números: preço do bezerro recém-nascido na sua região, preço do desmamado, custo do leite ou sucedâneo consumido até a desmama e o custo da estrutura ocupada. Se o bezerreiro está cheio e falta espaço para bezerra, o custo da estrutura é o mais importante de todos, porque criar macho está atrasando a sua própria reposição.