A maior parte das falhas sanitárias em fazenda de leite não vem de falta de conhecimento. Vem de calendário: a dose de reforço que passou, o casqueamento que ficou para depois, o exame que venceu sem ninguém notar.
O que precisa estar no calendário
| Item | Periodicidade típica | Observação |
|---|---|---|
| Vacinação obrigatória | conforme a legislação | Prazo definido por norma, com fiscalização |
| Clostridioses | dose e reforço, depois anual | Bezerro exige o esquema completo |
| Reprodutivas, quando indicadas | conforme protocolo | Depende da situação do rebanho |
| Vermifugação | estratégica, não por rotina fixa | Baseada em época e categoria |
| Controle de carrapato | conforme infestação e época | Aplicação no calendário errado gera resistência |
| Casqueamento | preventivo, uma a duas vezes por ano | Além do corretivo quando aparece claudicação |
| Exames de brucelose e tuberculose | conforme exigência sanitária | Necessários para trânsito e para venda |
| Terapia de vaca seca | a cada secagem | Individual, na data de secagem de cada vaca |
Por que o calendário falha
Porque quase tudo aí é individual e móvel. Vacina de rebanho tem data fixa e é fácil lembrar. Já a terapia de vaca seca depende da data de secagem de cada animal, e o reforço da bezerra depende da data de nascimento dela.
Um calendário de parede resolve o que é coletivo. O que é por animal só se resolve com registro por animal.