O robô não é apenas uma ordenhadeira automática. Ele muda a lógica inteira da rotina, porque a vaca passa a decidir a hora de ser ordenhada.
Como funciona
A vaca vai até o box quando quer. O sistema a identifica pelo brinco eletrônico ou colar e decide, com base no tempo desde a última ordenha e na produção esperada, se ela será ordenhada ou liberada. Sendo autorizada, o braço robótico limpa os tetos, acopla o conjunto e ordenha, retirando cada teta assim que o fluxo daquele quarto termina.
O atrativo que leva a vaca até o box costuma ser o concentrado fornecido durante a ordenha, individualizado conforme a produção.
O que define a capacidade
- Produção média do rebanho: vaca de alta produção ocupa mais tempo de box.
- Número de ordenhas por vaca por dia, que costuma ser maior que no sistema convencional.
- Velocidade de ordenha individual, ligada à conformação de úbere e ao fluxo de leite.
- Eficiência do tráfego: quantas visitas terminam em ordenha e quantas são recusas.
- Tempo de limpeza do sistema ao longo do dia.
Por isso o número de vacas por unidade varia bastante entre fazendas, e o fabricante dimensiona conforme o perfil do rebanho.
Os tipos de tráfego
- Tráfego livreA vaca circula livremente entre cocho, descanso e robô. Mais natural, exige mais busca de vacas atrasadas.
- Tráfego guiadoPortões inteligentes direcionam o caminho, aumentando as visitas ao robô, com menos liberdade para o animal.
O que muda na rotina
- Some a ordenha em horário fixo, e aparece a tarefa de buscar as vacas que não foram.
- O trabalho passa a ser mais de gestão de dados e de exceções do que de operação.
- Exige disponibilidade para atender alarme a qualquer hora.
- Aumenta a importância da conformação de úbere na seleção, porque teto mal posicionado dificulta o acoplamento.