Boa parte do conteúdo sobre clima e leite no Brasil trata de calor. Na Região Sul, o desafio de parte do ano é o oposto: frio, geada e pasto parado, com um conjunto próprio de custos e cuidados.
O que muda no inverno
O pasto para. Forrageiras tropicais reduzem drasticamente o crescimento com temperatura baixa, e a geada pode queimar a parte aérea.
O animal gasta mais energia. Manter a temperatura corporal em frio intenso consome energia que não vira leite, principalmente em animais molhados e ao vento.
A bezerra sofre mais. Recém-nascidos perdem calor rapidamente e o frio aumenta mortalidade.
A lama aparece. Inverno chuvoso somado a pisoteio cria barro permanente, com efeito direto em casco e em mastite ambiental.
| Frente | Preparação |
|---|---|
| Alimentação | Pastagem de inverno e volumoso conservado |
| Bezerras | Abrigo protegido do vento, cama seca e farta |
| Vacas | Proteção contra vento e chuva |
| Casco | Drenagem e redução de barro |
| Água | Continua essencial, mesmo no frio |
| Energia | Dieta ajustada ao gasto maior |
O cuidado com a bezerra
É onde o frio cobra mais caro. Bezerra recém-nascida molhada, em local ventilado, perde calor muito rápido. Secar bem, oferecer cama farta e seca, e proteger do vento são medidas simples que reduzem mortalidade.
Em noites de geada, a atenção redobra: são as noites de maior perda em rebanhos mal preparados.