🧬 Raças

Resistência a carrapato também é genética

Algumas vacas carregam muito menos carrapato que outras no mesmo pasto. Parte disso é herdado. Como a genética pode reduzir a dependência de carrapaticida.

Quem observa o rebanho percebe: no mesmo pasto, com o mesmo manejo, algumas vacas estão cobertas de carrapato e outras quase limpas. Não é sorte. Uma parte relevante dessa diferença é genética.

Por que umas resistem mais

Raças zebuínas, como Gir e Guzerá, evoluíram em ambiente com carrapato e desenvolveram reações de pele e de comportamento que dificultam a fixação do parasita. Raças europeias, selecionadas em clima frio sem esse desafio, são bem mais suscetíveis.

Dentro de cada raça também existe variação entre indivíduos. É essa variação que permite selecionar.

EstratégiaEfeitoPrazo
CarrapaticidaControle imediatoCurto, e perde eficácia com o uso
Manejo de pastagemReduz a população no ambienteMédio
Sangue zebuíno no cruzamentoResistência maiorUma geração
Seleção dentro do rebanhoRebanho menos suscetívelVárias gerações
Descartar as mais infestadasReduz a fonteGradual
No mesmo pasto, poucas vacas carregam a maior parte as mais infestadas vacas do lote, da mais para a menos infestada (ilustrativo)
As vacas mais infestadas alimentam o ciclo do carrapato no pasto para o rebanho inteiro.

Por que isso importa agora

A resistência do carrapato aos produtos químicos é um problema crescente. Cada vez que um princípio ativo perde eficácia, as alternativas diminuem. Reduzir a dependência do carrapaticida pela genética é uma das poucas estratégias que melhora com o tempo em vez de piorar.

Uma ação imediata: identifique e marque as vacas que sempre aparecem mais infestadas. Elas são candidatas a tratamento prioritário e, no descarte, a sair primeiro. Ver carrapato e resistência a produtos.

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