🧬 Raças

Selecionar contra mastite: células somáticas no catálogo

Existe componente genético na resistência à mastite, e ele aparece no catálogo. Como usar esse índice junto com o manejo para baixar a CCS do rebanho.

Mastite é um problema de manejo, e também é um problema de genética. Existe variação hereditária na resistência à infecção, e o catálogo traz um índice que estima o que o touro transmite às filhas nesse quesito.

O que o índice indica

Ele estima a tendência das filhas de terem contagem de células somáticas mais alta ou mais baixa. Como a CCS reflete infecção, o índice funciona como indicador indireto de resistência à mastite.

Também é comum encontrar índices específicos de mastite clínica em algumas avaliações, além do de CCS.

CamadaEfeito sobre a mastitePrazo
Rotina de ordenhaO maior efeito de todossemanas
Ambiente e camaAltosemanas
Equipamento em ordemAltoimediato
Terapia de vaca secaAlto no período secouma lactação
Descarte de crônicasAlto na CCS do tanquemeses
GenéticaModerado e cumulativogerações

Repare na coluna de prazo. A genética é a camada mais lenta, e por isso ela nunca é a resposta para um problema atual de CCS. Ela é o que impede o problema de voltar daqui a alguns anos.

Cada camada age num prazo diferente Rotina e ambiente efeito em semanas Descarte e vaca seca efeito em meses Genética efeito em gerações Quem tem CCS alta hoje resolve pela esquerda. Quem quer que ela não volte trabalha também pela direita.
Escolher touro não baixa a CCS deste mês. Mas o rebanho de daqui a cinco anos é escolhido agora, dose por dose.
Na prática: se você já arrumou rotina e ambiente e a CCS ainda incomoda, inclua o índice na escolha de sêmen. Se você ainda não arrumou, comece por lá, porque o retorno é incomparavelmente mais rápido. O passo a passo está em como reduzir a CCS.

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