CCS alta corrói a margem
Cada 100.000 cel/mL acima de 200.000 derruba a produção do rebanho em ~2,5% e reduz bonificação. Manter CCS abaixo de 400.000 (limite legal) já é necessário — abaixo de 200.000 é onde está o dinheiro extra.
Passo 1: identifique as vacas problema
Sem saber qual vaca tem CCS alta, você está apagando incêndio no escuro. Faça CMT mensal em todo o rebanho ou peça contagem individual no controle leiteiro. As 10-20% piores costumam carregar mais de 70% do problema.
Passo 2: cultura nas piores
Vacas com CMT 2 ou 3 persistente: cultura microbiológica. Você vai descobrir que muitas têm S. aureus contagioso — e essas precisam ser ordenhadas por último, tratadas ou descartadas.
Passo 3: corrija a rotina de ordenha
- Pré-dipping com tempo de contato adequado.
- Secagem com papel descartável.
- Estímulo + colocação do conjunto em 60-90 segundos.
- Pós-dipping completo, sem pular tetos.
- Linha de ordenha: sadias primeiro, problema por último.
Passo 4: equipamento
- Vácuo regulado (38-46 kPa dependendo do sistema).
- Pulsador funcionando (relação 60:40 ou 70:30).
- Teteiras trocadas a cada 2.500 ordenhas ou semestralmente.
- Manutenção semestral por técnico.
Passo 5: ambiente
- Cama limpa, seca.
- Curral de espera sem barro.
- Sombra e ventilação (estresse térmico aumenta CCS).
Passo 6: secagem com antibiótico
Toda vaca que vai secar recebe antibiótico de vaca seca + selante interno em todos os tetos. Cura mastites subclínicas durante o período seco — vaca abre a próxima lactação limpa.
Trazer CCS do tanque de 600 mil pra 250 mil em 4-6 meses é totalmente factível com esse plano. Abaixo disso exige rigor permanente.