💉 Sanidade

Mastite clínica vs subclínica: como identificar cada uma

A diferença entre mastite clínica e subclínica, sintomas, prejuízos e o que fazer pra cada tipo.

Toda mastite é prejuízo — mas você só vê metade

A mastite clínica é a que dá pra ver: úbere quente, leite alterado, vaca com dor. A subclínica é silenciosa — a vaca produz normal, o leite parece normal, mas a CCS está alta e a produção cai. Subclínica representa 80-90% dos casos de mastite em rebanho leiteiro.

Mastite clínica

Sintomas visíveis:

  • Leite com grumos, sangue, secreção amarelada ou aquosa.
  • Úbere quente, inchado, vermelho, doloroso ao toque.
  • Em casos graves: vaca com febre, sem apetite, andando com dificuldade.

Você flagra ao descartar os primeiros jatos numa caneca de fundo escuro durante a ordenha. Esse teste de fundo escuro é inegociável.

Mastite subclínica

Sem sintomas externos. A vaca produz leite "limpo" aos olhos, mas:

  • CCS individual acima de 200.000 cel/mL.
  • Produção cai entre 5-20% silenciosamente.
  • Pode evoluir pra clínica a qualquer momento.

Diagnóstico: CMT (California Mastitis Test) ou contagem de células somáticas no controle leiteiro.

Por que detectar subclínica importa

Cada vaca subclínica derruba CCS do tanque, derruba bonificação, derruba produção. Identificar e tratar (ou descartar) muda o resultado da fazenda em poucos meses.

O que fazer

  • Clínica: separar a vaca, ordenhar por último, coletar amostra pra cultura, iniciar antibiótico orientado por veterinário, respeitar carência.
  • Subclínica: CMT mensal em todo o rebanho. Vaca com CMT positiva em 1+ teto = candidata a coleta de cultura e tratamento direcionado.
Cuidado

Antibiótico sem cultura é tiro no escuro — costuma falhar e cria resistência. Cultura microbiológica custa pouco e direciona o tratamento certo.

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