Tratamento não é receita única
Mastite tem dezenas de agentes causadores diferentes — cada um com tratamento diferente. Dar penicilina pra toda mastite é receita pra falhar, criar resistência e jogar leite fora.
O passo zero: identificar o agente
Sempre que possível, colete amostra de leite e mande pra cultura microbiológica. Em 24-48h você sabe se é Staphylococcus aureus, Streptococcus, E. coli, Klebsiella, Prototheca, micoplasma — e ajusta o tratamento.
Antibiótico: indicado quando
- Mastite clínica grau 2 ou 3 (sintomas sistêmicos).
- Cultura indica agente sensível.
- Mastite subclínica em vaca de alto valor com cultura positiva pra agente contagioso.
Tipos: intramamário (mais comum), sistêmico (em casos graves com febre), ou ambos.
Sem antibiótico: indicado quando
- Mastite por E. coli leve: muitas vezes resolve sozinha com hidratação, anti-inflamatório, ordenha frequente. Antibiótico pode até atrasar.
- Mastite por Prototheca ou levedura: antibiótico não funciona. Descarte da vaca.
- Mastite causada por trauma: ordenha frequente, anti-inflamatório, sem antibiótico se cultura negativa.
Fitoterapia, homeopatia e alternativas
Existem produtos de uso intramamário não-antibiótico (pomadas com plantas, extratos). Podem complementar mas não substituem antibiótico em mastite clínica grave. Resultados são melhores em prevenção e em casos leves. Use com critério, não com fé cega.
Cuidados sempre
- Respeite carência: leite com antibiótico vai pro chão até a carência terminar.
- Vaca tratada vai pro fim da fila de ordenha.
- Anote dose, data, princípio ativo no caderno ou app.
- Reteste com CMT após o tratamento.