A dieta líquida é o maior custo da fase de aleitamento. Escolher entre sucedâneo e leite integral não é questão de moda, é conta e é sanidade.
O que cada um entrega
Sucedâneo
- Composição padronizada, sempre igual
- Não transmite doença da vaca
- Permite vender o leite integral
- Fácil de dosar e de escalar
- Exige água limpa e temperatura correta no preparo
Leite integral
- Mais energia e melhor desempenho na média
- Sem custo de compra se já é produzido
- Composição varia conforme a vaca e o dia
- Pode transmitir doença se não pasteurizado
- Deixa de ser receita no tanque
Como comparar o custo de verdade
O erro comum é comparar o preço do saco de sucedâneo com "leite de graça". O leite não é de graça: ele tem um custo de oportunidade, que é o preço que o laticínio pagaria por ele.
- Calcule o custo por litro reconstituídoPreço do saco dividido pelos litros que ele rende, na diluição recomendada.
- Compare com o preço recebido pelo litroÉ esse o valor do leite que você deixaria de vender.
- Inclua a mão de obraPreparo do sucedâneo e, no caso do leite, eventual pasteurização.
- Considere o desempenhoSe o ganho de peso cair, o custo por quilo de bezerra criada sobe mesmo com dieta mais barata.
O que costuma decidir
- Rebanho com problema sanitário conhecido pesa a favor do sucedâneo ou da pasteurização.
- Preço do leite alto favorece o sucedâneo, porque vender compensa mais.
- Fazenda pequena, com poucas bezerras, muitas vezes opera melhor com leite integral pela simplicidade.
- Qualidade do sucedâneo importa muito. Produto barato demais costuma ter fonte proteica inadequada para bezerro jovem.
Na prática: registre ganho de peso e ocorrência de diarreia por lote. É o que mostra, com número, se a mudança de dieta líquida melhorou ou piorou a criação.