É uma das situações mais frustrantes: a vaca come bem, a dieta foi formulada, o volumoso é de qualidade, e a produção continua abaixo do esperado. A energia está entrando; o problema é o que acontece com ela depois.
Para onde a energia pode estar indo
Para se manter. Vaca grande demais para o sistema gasta muito só em manutenção.
Para caminhar. Distâncias longas até o pasto e até a água consomem energia que não vira leite.
Para se refrescar. No calor, a vaca gasta energia para dissipar calor e come menos.
Para se defender. Verminose, carrapato, mosca e infecção crônica consomem recursos.
Para ganhar peso. Vaca engordando em vez de produzir sugere desequilíbrio entre energia e proteína ou potencial genético abaixo da dieta oferecida.
Nada disso: ela não está aproveitando. Acidose subclínica, fibra inadequada ou micotoxina reduzem a digestão do que ela comeu.
| Pista | Direção da investigação |
|---|---|
| Fezes com grãos inteiros | Aproveitamento do amido |
| Gordura do leite baixa | Acidose subclínica ou fibra |
| Vaca engordando | Desequilíbrio da dieta ou genética |
| Ofegante no calor | Estresse térmico |
| Pelo arrepiado e magra | Parasitas ou doença crônica |
| Caminha muito por dia | Gasto de energia |
| Produção cai em todo o lote | Problema de alimento ou ambiente |
Por onde começar
Pelas perdas mais baratas de eliminar: sombra e água perto reduzem gasto com calor e caminhada. Controle parasitário em dia elimina consumo desnecessário.
Depois, avalie o aproveitamento da dieta: fezes, gordura do leite e escore de ruminação dão sinais importantes antes de qualquer análise de laboratório.