O "quase colostro" que muita gente joga fora
Todo mundo sabe da importância do colostro. Mas poucos aproveitam o que vem logo depois: o leite de transição — o leite das ordenhas seguintes (do 2º ao ~5º dia), antes de virar leite normal. Ele ainda é rico em anticorpos, gordura, proteína e fatores de crescimento — muito mais nutritivo que o leite comum. Dá pra usá-lo pra turbinar a bezerra em vez de descartá-lo.
O que é (e por que é especial)
- É o leite das primeiras ordenhas após o colostro, ainda "carregado".
- Tem mais anticorpos residuais, mais energia e proteína e fatores de crescimento que o leite normal.
- Não pode ser vendido ao laticínio (por conter esses componentes/às vezes antibiótico de vaca seca) — mas é excelente pra bezerra.
Por que dar pra bezerra
- Nutrição extra no início da vida (mais energia e proteína que o leite comum) — bezerra cresce melhor.
- Defesa local no intestino: os anticorpos residuais ajudam a proteger contra diarreia mesmo depois de "fechar" a janela de absorção do colostro.
- Aproveita um recurso que seria descartado (não pode ir pro tanque mesmo).
Como manejar
- Colostro primeiro (a regra dos 4) nas primeiras horas — o leite de transição vem depois, não substitui o colostro.
- Ofereça o leite de transição à bezerra nos primeiros dias.
- Higiene (como no colostro/leite) e temperatura adequada.
- Cuidado sanitário: não use leite de vaca com mastite ou doença transmissível pelo leite (paratuberculose, leucose) — nesses casos, prefira sucedâneo/pasteurizado.
O leite de transição (2º ao 5º dia) é nutrição e defesa de brinde pra bezerra — mais rico que o leite comum e que não iria pro tanque mesmo. Depois do colostro certo nas primeiras horas, aproveitá-lo turbina o começo da bezerra. Só evite o leite de vaca doente (mastite, paratuberculose, leucose). É recurso que estava indo pro ralo.