Clima não se controla, mas se planeja. Com projeções apontando elevada probabilidade de El Niño ao longo de 2026, vale revisar agora o que vai alimentar o rebanho nos próximos meses.
O que dizem as projeções
As projeções mais recentes indicam elevada probabilidade de formação de El Niño ao longo de 2026, fenômeno que altera o regime de chuvas de forma diferente em cada região do país.
O padrão histórico no Brasil
El Niño costuma se manifestar de maneira quase oposta entre as regiões:
Sul
- Tendência de chuva acima da média
- Risco de excesso de água, pisoteio e perda de pastagem
- Dificuldade para fazer silagem e feno na janela certa
- Mais problema de casco e ambiente úmido para mastite
Norte e Nordeste
- Tendência de chuva abaixo da média
- Risco de seca mais longa e pasto mais curto
- Necessidade maior de volumoso conservado
- Atenção redobrada com água de bebida
Vale lembrar que se trata de tendência, não de garantia. A intensidade e o momento variam, e o efeito local depende do relevo, do solo e do sistema de produção.
O que fazer agora, valendo para os dois cenários
- Refaça a conta de volumosoQuantos animais, consumo diário e quantos dias você precisa cobrir. Com folga para as perdas do silo.
- Antecipe a compra do que faltaVolumoso comprado na urgência custa muito mais caro que volumoso comprado com antecedência.
- Garanta águaVazão, número de bebedouros e reserva. É o primeiro item a faltar na seca e o mais esquecido no excesso de chuva.
- Planeje a janela de plantio e de colheitaEm ano chuvoso, a janela para ensilar encurta. Ter plano B evita silagem colhida fora do ponto.
- Reveja drenagem e pisoNo Sul, lama é sinônimo de casco ruim e de queda de consumo.
Projeções climáticas citadas em análise de mercado do setor lácteo publicada por MilkPoint.