A expansão das usinas de etanol de milho, principalmente no Centro-Oeste, colocou no mercado um coproduto que interessa diretamente à pecuária leiteira: o DDG, o grão de destilaria seco. Ele pode baratear a dieta, desde que se conheça bem o que está sendo comprado.
O que é
Na fabricação do etanol, o amido do milho é convertido em álcool. O que sobra é o restante do grão, concentrado: proteína, gordura e fibra em teores maiores do que no milho original, e pouco amido.
Na dieta, ele funciona como fonte de proteína e de energia, podendo substituir parte do farelo de soja e do milho, conforme o preço relativo.
| Ponto | Atenção |
|---|---|
| Composição variável | Muda entre usinas e entre lotes da mesma usina |
| Gordura | Em excesso pode derrubar a gordura do leite |
| Micotoxinas | Ficam concentradas em relação ao milho de origem |
| Enxofre | Pode ser elevado, limita a inclusão |
| Qualidade da proteína | Aquecimento na secagem pode reduzir |
| Preço | Pode ser atrativo perto das usinas |
Como usar com segurança
Peça análise do lote, e não só a ficha técnica genérica. A variação entre lotes é o maior risco do ingrediente.
Respeite o limite de inclusão recomendado pelo nutricionista, principalmente pela gordura e pelo enxofre. Acima dele, o ingrediente barato começa a custar em gordura do leite e em saúde.
E dê atenção à micotoxina: se o milho de origem estava contaminado, o DDG vai estar mais.