A proteína costuma ser a parte mais cara do concentrado, e por isso é onde uma troca bem feita mais economiza. Mas as fontes não são equivalentes: elas diferem em quanto e em que forma entregam proteína, e em quais limites precisam ser respeitados.
As três opções mais comuns
Farelo de soja. A referência. Proteína de boa qualidade, alta digestibilidade, fácil de usar. O preço acompanha o mercado da soja e o câmbio.
Farelo de algodão. Proteína um pouco menor e mais fibra. Pode ser mais barato em regiões produtoras. Exige atenção ao gossipol, um composto do algodão que limita a quantidade usada, especialmente em animais jovens.
Ureia. Não é proteína, é fonte de nitrogênio que os microrganismos do rúmen transformam em proteína. É barata, mas só funciona com energia disponível na dieta e exige cuidado rigoroso com a dose, porque em excesso intoxica.
| Farelo de soja | Farelo de algodão | Ureia | |
|---|---|---|---|
| Custo por unidade de proteína | Referência | Pode ser menor | Menor |
| Facilidade de uso | Alta | Boa | Exige cuidado |
| Limite de inclusão | Amplo | Por causa do gossipol | Estreito |
| Uso em bezerra | Sim | Restrito | Não |
| Risco de intoxicação | Nenhum | Com excesso | Real com erro de dose |
Como decidir
Calcule o custo por quilo de proteína de cada opção disponível na sua região, com os preços do momento. Depois respeite os limites técnicos de cada uma. A fonte mais barata só vale até o limite em que ela começa a causar problema.
Combinar fontes costuma ser a melhor resposta: parte da proteína de farelo, com uma inclusão controlada de ureia quando há energia suficiente na dieta.