Os ionóforos são aditivos usados há décadas na pecuária de corte e, com produtos registrados para isso, também em vacas de leite. Eles não são nutriente: são moduladores da fermentação do rúmen. E vêm com um alerta de segurança que não pode ser ignorado.
Como agem
O rúmen é povoado por diferentes grupos de microrganismos. Os ionóforos favorecem alguns em detrimento de outros, deslocando a fermentação para produzir mais do ácido graxo que a vaca aproveita melhor para energia e glicose, e reduzindo perdas na forma de metano.
Na vaca de leite, o interesse maior está no período de transição, em que a vaca precisa de glicose e está sujeita a cetose, e na eficiência alimentar.
| Efeito esperado | Situação |
|---|---|
| Mais eficiência alimentar | Documentado |
| Menos cetose na transição | Documentado |
| Menos timpanismo | Em algumas situações |
| Efeito na gordura do leite | Pode reduzir em algumas dietas |
| Toxicidade para cavalos e cães | Grave e potencialmente fatal |
Os cuidados obrigatórios
Produto registrado e dose correta. Use apenas produtos registrados para bovinos de leite, na dose indicada, com orientação técnica.
Mistura homogênea. Erro de mistura concentra o aditivo em parte da ração e pode intoxicar até bovinos.
Outras espécies longe. Cavalos são extremamente sensíveis. Ração, sobra de cocho e sacaria precisam ficar fora do alcance de cavalos e cachorros.
Atenção a outras drogas. Alguns medicamentos interagem com ionóforos. O veterinário precisa saber que a dieta contém o aditivo.