A água é o insumo mais consumido da fazenda e o menos analisado. Ela entra na vaca, no tanque e na limpeza do equipamento, e problema nela aparece em todos esses lugares.
O que pedir na análise
- Microbiológico: coliformes totais e termotolerantes, que indicam contaminação por fezes.
- pH, que afeta o desempenho dos detergentes.
- Dureza, ligada a cálcio e magnésio, que forma incrustação e reduz a eficácia da limpeza.
- Ferro e manganês, que mancham equipamento e alteram sabor.
- Nitrato e nitrito, associados a contaminação por dejeto e adubação.
- Sólidos totais dissolvidos e condutividade, indicadores gerais de qualidade.
Onde coletar
- Na fontePoço, nascente ou cisterna, para saber a qualidade de origem.
- No ponto de uso da ordenhaÉ a água que limpa o equipamento e pode contaminar o leite.
- No bebedouroÉ o que a vaca realmente bebe, e costuma ser bem pior que a fonte.
Use frasco fornecido pelo laboratório, siga a orientação de coleta e leve refrigerado no prazo indicado. Coleta malfeita gera resultado inútil.
O que fazer com o resultado
- Contaminação microbiológica: proteger a fonte, revisar a distância de fossa e curral, avaliar cloração com orientação técnica.
- Dureza alta: ajustar o programa de limpeza com mais uso de ácido e atenção à incrustação.
- Ferro alto: avaliar filtragem, porque ele mancha e favorece biofilme.
- Nitrato alto: investigar contaminação por dejeto e reposicionar o ponto de captação.
Na prática: uma análise por ano, com o laudo guardado junto ao histórico da fazenda, resolve discussões futuras sobre CBT alta e limpeza ineficiente.