Febre aftosa: ameaça permanente
O Brasil é zona livre de aftosa com vacinação em algumas áreas e sem vacinação em outras. Não é mais um problema endêmico, mas um surto destruiria mercados de exportação. Prevenção é responsabilidade coletiva.
Vacinação onde ainda é obrigatória
Confira no IAGRO/INDEA/ADAB do seu estado o status atual. Onde é obrigatória:
- Duas campanhas/ano (geralmente maio e novembro).
- Aplicar em todos os bovinos e bubalinos.
- Apresentar comprovante à defesa agropecuária.
Biossegurança da propriedade
- Quarentena de animais novos: 21 dias isolados, mesmo com atestado.
- Cerca de divisa: evita contato com rebanho vizinho.
- Pediluvio na entrada: caminhão de leite, veterinário, técnico, vendedor — todos passam por desinfecção de calçado.
- Não compartilhar equipamento com vizinhos sem desinfecção.
- Atenção a feiras e exposições: ao trazer animal de volta, isolar por 21 dias.
Sinais a observar (notificação obrigatória)
- Salivação intensa, baba escorrendo.
- Aftas (bolhas, depois feridas) na boca, língua, gengiva e tetos.
- Aftas entre os cascos (claudicação súbita do rebanho).
- Febre, apatia, queda brusca de produção.
O que fazer ao suspeitar
É obrigatório notificar imediatamente a defesa agropecuária estadual (telefone disponível no IDARON, INDEA, IAGRO, etc.). Não tente tratar nem mover animais. A propriedade entra em interdição e as autoridades conduzem o protocolo.
Um único caso confirmado pode bloquear exportação de carne e leite do Brasil. O impacto econômico nacional é bilionário. Notificar cedo protege todo o setor.