Quando o quarto inflama, a composição do leite muda e sua condutividade elétrica aumenta. Medidores instalados por teto captam essa variação e sinalizam casos subclínicos — aqueles em que o leite ainda parece normal e a caneca de fundo escuro não acusa nada.
Como o sinal é lido
O valor isolado diz pouco: o que importa é a comparação entre os quartos da mesma vaca e com o histórico dela. Um quarto destoando dos outros é mais informativo que um número alto em todos.
| Situação | Interpretação |
|---|---|
| Um quarto acima dos demais | Suspeita de inflamação naquele quarto |
| Todos os quartos elevados | Pode ser efeito de manejo, fase da lactação ou dieta |
| Elevação persistente por vários dias | Testar o quarto com CMT ou CCS individual e colher amostra para cultura; a caneca só mostra o que já virou clínico |
| Pico isolado em um dia | Conferir o quarto na caneca já na próxima ordenha, para descartar mastite clínica aguda; leite normal e pico que não se repete, provável alarme falso |
O risco do alarme falso
Boa parte dos alertas não se confirma, e isso é característica do método, não defeito do aparelho: a condutividade varia também com temperatura do leite, ordenha incompleta, fase da lactação e diferenças próprias de cada quarto. Vale o inverso também — condutividade normal não descarta mastite subclínica. Por isso o sinal serve para priorizar quais quartos testar, não para diagnosticar. Defina com o técnico qual nível dispara ação e registre o desfecho de cada caso, para calibrar a confiança no sistema.