Depois de meses de pressão, junho trouxe um respiro na balança comercial de lácteos. Importações e exportações recuaram no mês, e o déficit encolheu para 206,6 milhões de litros em equivalente-leite.
Os números do mês
| Indicador | Junho de 2026 | Movimento |
|---|---|---|
| Importações | 211 milhões de litros | Leve recuo no mês |
| Exportações | 4,4 milhões de litros | Também recuaram |
| Déficit | 206,6 milhões de litros | Menor que no mês anterior |
Um respiro, não uma virada
Vale contextualizar antes de comemorar. O recuo de junho aconteceu dentro de um semestre que registrou o maior volume de importações da série histórica. Um mês mais fraco não desfaz o acumulado.
Além disso, o déficit caiu porque a importação recuou, e não porque a exportação cresceu. A capacidade brasileira de vender lácteos para fora continua muito limitada, o que mantém o desequilíbrio estrutural.
O que acompanhar
Dois indicadores dizem se o alívio tem fôlego: o volume mensal de importação nos próximos meses e o preço internacional dos lácteos. Se o produto de fora continuar barato, a tendência de entrada se mantém, independentemente de uma oscilação pontual.
Balança comercial de lácteos de junho de 2026, conforme dados analisados pelo MilkPoint.