Na fazenda de leite, o equipamento de proteção individual costuma ser lembrado só para agrotóxico. Mas a ordenha molha, o produto de limpeza queima, a vaca pisa e a zoonose passa pela mão. Cada tarefa tem o seu risco e o seu EPI.
Tarefa por tarefa
| Tarefa | Risco principal | EPI |
|---|---|---|
| Ordenha | Umidade, contágio de mastite entre vacas | Luva nitrílica, avental impermeável, bota |
| Limpeza do equipamento | Ácido e detergente alcalino | Luva de borracha longa, óculos |
| Parto e aborto | Brucelose, leptospirose | Luva de palpação longa, avental |
| Herbicida e carrapaticida | Intoxicação | Conjunto completo conforme a bula |
| Manejo no curral | Pisão, coice, esmagamento | Bota com biqueira |
| Silo e trator | Ruído, poeira, queda | Protetor auricular, máscara |
A obrigação de quem emprega
A norma de segurança do trabalho rural (NR-31) atribui ao empregador fornecer o EPI adequado de graça, orientar o uso, repor o que estragar e registrar a entrega. Uma ficha simples com a data, o item e a assinatura do funcionário resolve o registro. Detalhes e atualizações da norma devem ser conferidos com o contador ou com o sindicato rural.
Fazer o EPI ser usado
Deixe o equipamento onde a tarefa acontece, em tamanho certo e em bom estado. Luva rasgada e bota furada viram desculpa para não usar. E o dono usar é o exemplo que mais pesa.