O arranjo da sala define o ritmo da ordenha pelos próximos vinte anos. É decisão cara para mudar depois, então vale entender o que cada formato faz melhor.
Os arranjos mais comuns
- Tandem: as vacas ficam em linha, uma atrás da outra, cada uma em box individual. A entrada e a saída são individuais.
- Espinha de peixe: as vacas ficam em ângulo em relação ao fosso, lado a lado. É o arranjo mais difundido no Brasil.
- Paralela: as vacas ficam perpendiculares ao fosso, e o ordenhador trabalha por trás. Ocupa menos comprimento por animal.
Como se comportam
Espinha de peixe
- Bom equilíbrio entre custo e velocidade
- Boa visão do úbere e do animal
- Saída em lote, o que atrasa se uma vaca demora
- Versátil para a maioria dos rebanhos
Paralela
- Mais vacas em menos comprimento
- Ordenhador anda menos, ganha ritmo
- Menor visão do animal inteiro
- Custo por ponto costuma ser maior
O tandem permite entrada e saída individuais, o que é bom para rebanho com produção muito desigual ou para quem trabalha com poucas vacas, mas ocupa muito espaço por animal e costuma ser mais lento por ponto.
O que pesa na escolha
- Tamanho atual e futuro do rebanhoDimensione para onde a fazenda quer chegar, não para hoje.
- Mão de obra disponívelArranjo que exige mais deslocamento pede mais gente ou aceita menos vacas por hora.
- Tempo alvo de ordenhaÉ ele que define quantos pontos você precisa.
- Espaço e topografiaO terreno às vezes decide antes do gosto.
- OrçamentoConsidere a sala completa, incluindo espera, saída, sala de leite e destino do efluente.
Na prática: antes de escolher o arranjo, cronometre a sua ordenha atual e descubra onde o tempo se perde. Muita fazenda troca de sala e continua lenta porque o gargalo era o fluxo de entrada, não o formato.