Em muitas fazendas, a água do rebanho vem direto do açude, do córrego ou da represa, com os animais entrando na água. É a solução mais barata no primeiro dia e uma das mais caras no longo prazo.
O que acontece
Os animais entram na água, defecam e urinam ali, e bebem a mesma água. Isso significa contaminação constante com agentes de diarreia e outras doenças, além de aumentar a exposição a parasitas com ciclo ligado à água.
O barranco é pisoteado e desmorona, assoreando o açude com o tempo. A vegetação da margem, que protege o corpo d'água, desaparece.
E há o efeito sobre o consumo: água suja e de difícil acesso reduz a quantidade que a vaca bebe, e vaca que bebe menos come menos e produz menos.
| Solução | Vantagem | Consideração |
|---|---|---|
| Bebedouro abastecido por bomba | Água limpa e controlada | Custo de instalação e energia |
| Bebedouro por gravidade | Sem energia | Depende do desnível |
| Rampa cercada de acesso | Solução intermediária | Reduz, mas não elimina o problema |
| Cercar a margem | Protege o corpo d'água | Exige alternativa de água |
| Bebedouro móvel | Acompanha o piquete | Manejo mais trabalhoso |
A parte legal e ambiental
As margens de cursos d'água e de nascentes são áreas de preservação permanente, com regras próprias sobre uso e acesso animal. A regularização varia por estado, e vale confirmar com o órgão ambiental local antes de planejar cercas e bebedouros.
Existem programas e linhas de crédito voltados a proteção de nascentes e melhoria do uso da água que podem apoiar essa mudança.