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Leite em pó argentino a US$ 3.467 e uruguaio a US$ 3.809: o que o preço revela

Nos embarques ao Brasil em 2026, a tonelada argentina saiu mais barata que a uruguaia. O que explica a diferença e por que ela importa no debate da tarifa.

Nos embarques ao Brasil registrados em 2026, a Argentina enviou cerca de 49 mil toneladas de leite em pó a um preço médio de US$ 3.467,21 por tonelada, e o Uruguai cerca de 24 mil toneladas a US$ 3.809,35 por tonelada. A diferença de preço entre os dois vizinhos é parte central da discussão sobre dumping.

Por que preços diferentes

FatorEfeito no preço de exportação
Câmbio e política econômica do país de origemPode baratear o produto em dólar
Custo de produção internoBase do preço
Excedente exportávelSobra pressiona o preço para baixo
Tipo de pó e especificaçãoIntegral e desnatado têm preços distintos
Contratos e prazosVolume fechado antes muda o preço médio
Volume e preço por origem Argentina: 49 mil t US$ 3.467 Uruguai: 24 mil t US$ 3.809
Mais volume e preço menor é a combinação que fundamenta a acusação de dumping.

Por que isso chega ao seu bolso

O preço do pó importado define o custo alternativo da indústria. Quando ele cai, o laticínio tem argumento para segurar o preço pago ao produtor; quando sobe, o leite nacional ganha espaço. Acompanhar esses números é tão útil quanto acompanhar o indicador do leite.

Fonte

Estatísticas de importação brasileira de leite em pó por origem, com volumes e preços médios por tonelada referentes a 2026.

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