Pergunte a um produtor a área de um piquete específico e muitas vezes a resposta é uma estimativa. O problema é que lotação, adubação e produção de silagem são calculadas por hectare. Área errada significa conta errada em tudo que vem depois.
O que o mapa resolve
Lotação. Com a área real de cada piquete, você sabe quantos animais ele sustenta e por quanto tempo.
Adubação. A dose é por hectare. Aplicar a mesma quantidade em piquetes de tamanhos diferentes é sub ou superdosar sem perceber.
Silagem. Produção por hectare só é conhecida se a área colhida é conhecida.
Histórico por área. Qual talhão teve cigarrinha, qual foi reformado, qual rende mais. Sem mapa, essa memória se perde.
| Informação por área | Decisão que ela sustenta |
|---|---|
| Tamanho real | Lotação, dose de adubo, produção por hectare |
| Espécie de capim | Altura de entrada e de saída |
| Data da última adubação | Próxima aplicação |
| Análise de solo | Correção necessária |
| Ocorrências (praga, invasora) | Onde agir primeiro |
| Nível de degradação | Manejo, recuperação ou reforma |
Como montar sem gastar
Aplicativos de mapa gratuitos permitem desenhar áreas sobre a imagem de satélite e calcular o tamanho. Também é possível caminhar o perímetro com o GPS do celular ligado e registrar o traçado.
A precisão não precisa ser de topógrafo. Uma área medida com erro pequeno já é muito melhor do que uma estimativa de memória.
Depois de desenhar, dê um nome fixo para cada área e use esse nome em todos os registros: adubação, pastejo, ocorrências. É isso que transforma o desenho em histórico.