🐂 Reprodução

Por que o protocolo hormonal falha

Protocolo bem feito em vaca despreparada não emprenha. As causas mais comuns de falha da IATF e o que checar antes de repetir o mesmo protocolo.

Quando a IATF não dá o resultado esperado, a primeira reação costuma ser trocar de protocolo. Na maioria das vezes o protocolo não era o problema, e trocá-lo apenas repete a frustração com outro nome.

As causas mais comuns de falha

CausaComo identificar
Vaca em anestro profundo ou muito magraEscore corporal baixo no lote inteiro
Puerpério ruim, com útero ainda comprometidoHistórico de retenção de placenta ou metrite
Vaca inseminada cedo demais após o partoPeríodo voluntário de espera curto
Falha na aplicaçãoDose, via, horário ou conservação do hormônio
Estresse no manejoLote agitado, curral apertado, manejo brusco
Calor no períodoITU alto durante e depois do protocolo
Técnica de inseminaçãoTaxa baixa concentrada num inseminador
Sêmen mal manejadoBotijão, descongelamento e tempo até a deposição

Repare que só uma das oito linhas tem a ver com o protocolo em si. As outras sete são condição do animal, manejo ou execução.

O protocolo é a última camada, não a primeira 1. Vaca em condição: escore, puerpério resolvido e ciclando 2. Manejo sem estresse e ambiente sem calor extremo 3. Execução correta: hormônio, sêmen e técnica 4. O protocolo em si
Trocar de protocolo mexe na barra menor. Quase todo problema está nas três de cima, e nenhuma delas se resolve com hormônio.
Antes de repetir: separe as vacas que falharam e olhe o que elas têm em comum. Se forem as mais magras, é nutrição. Se forem as que tiveram parto complicado, é puerpério. Se estiverem espalhadas, olhe execução e sêmen. Os hormônios usados estão em hormônios da reprodução.

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